Não me convença com grandes palavras me surpreenda com pequenas atitudes! Nada como pequenas atitudes para alegrar nosso dia.

 

E quem sabe… Num bar desses ou numa esquina qualquer, eu acabo me encontrando.

Querido John (via silencia-dor)

Quando criança, não que eu seja adulto, eu sempre tive medo de fantasmas. Minha mãe e as pessoas mais velhas sempre usavam desse artifício, que comigo, sempre funcionava. Começou com o Bicho Papão e o Homem do Saco. Sempre tive medo do escuro e de qualquer barulho a noite. Filme de terror nem se fala. No colégio, era a temida Mulher do banheiro, era alguma coisa parecida com dar descarga duas vezes e bater a porta pra faze-lá aparecer, eu nunca fui corajoso o suficiente a ponto de pagar pra ver. Então depois de assoprar algumas velas de aniversário, eu amadurei e me dei conta de que nada disso realmente existia, assim como, o Papai Noel e o Coelho da Páscoa. Já que a história da cegonha nunca me enganou. Comecei a me envolver com as pessoas, comecei a levar uma “vida de gente grande”. Paquera daqui, beijos e amassos dali. A pegação se tornou namoro e as namoradas se tonaram ex. E por mais que eu quisesse não me importar, o sentimento sempre fode com tudo e comigo não foi diferente. A cada término de um relacionamento, que não foram muitos, era um pouco de mim que ficava, um pouco que eu deixava pra trás. E ao iniciar um novo, os fantasmas do passado sempre me atormentavam. As lembranças e tudo mais. É impossível não comparar uma pessoa com a outra, mesmo que a gente não diga isso com a boca. Assim como, a gente não ama ninguém da mesma forma. Me apaixonei sim, por quase todas pessoas que entraram na minha vida e ainda confesso que sou um eterno apaixonado por algumas que não permaneceram. Fantasmas, certa estava mamãe.

Querido John (via querido—john)